Comboio voltará a apitar na linha do Douro até Espanha

Estação de Barca d’Alva está desativada desde 1988 | Foto: Eduardo Pinto

O concurso público para a elaboração do estudo prévio e o projeto da reabilitação da linha do Douro, entre Pocinho e Barca d’Alva, vai ser lançado durante o primeiro trimestre de 2023.



A promessa foi deixada, esta segunda-feira, pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, em Freixo de Espada à Cinta, após criticar o desinvestimento feito na ferrovia, em Portugal, nas últimas décadas, e anunciar que a política do governo socialista a que pertence é diferente.

O ministro das Infraestruturas destacou a maior parte das linhas ferroviárias no país estão em obras e que, no caso da linha do Douro, o comboio vai mesmo chegar à fronteira com Espanha:

A intenção é alertar o governo espanhol para a necessidade de prolongar a ligação ferroviária até Salamanca, mas Pedro Nuno Santos ressalva que o executivo português deve, primeiro, dar o exemplo:

O presidente da CIM Douro, Carlos Silva Santiago, acredita que, depois de tantos anos a pugnar pela reabilitação da linha ferroviária do Douro entre o Pocinho e Barca d’Alva, o projeto já não para:

O presidente da Câmara da Régua, José Manuel Gonçalves, que fez parte da comissão do estudo de viabilidade da linha, também tem esperança que, finalmente, seja corrigida o que diz ser uma injustiça cometida no Douro:

Carlos Condesso, presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, concelho ao qual pertence Barca d’Alva, espera que a palavra dada pelo ministro Pedro Nuno Santos seja honrada:

Entretanto, a Associação Vale do Douro veio congratular-se pela promessa do ministro das Infraestruturas e anunciar que vai ficar atenta a eventuais entraves.
O presidente, Luís Almeida, salienta que não pode haver mais desculpas para não reativar a linha do Douro até à fronteira com Espanha:

Reabilitar o troço da linha ferroviária do Douro entre o Pocinho e Barca d’Alva vai custar cerca de 75 milhões de euros. De acordo com o estudo de viabilidade que apresentado, esta segunda-feira, em Freixo de Espada à Cinta, “é rentável do ponto de vista económico, com os benefícios a totalizarem 84,2 milhões de euros”. Por outro lado, “permitirá criar 4724 empregos na fileira do turismo”.


A linha do Douro, entre Pocinho e Barca d’Alva, está desativada desde 1988. Ainda não foram avançadas datas prováveis para a reabertura, mas o concurso público para a elaboração do projete arranca no primeiro trimestre de 2023.

Rádio Ansiães

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