Ministra da Coesão confirma reativação da linha do Douro até Barca d’Alva

Estação de Barca d’Alva está desativada desde 1988 | Foto: Eduardo Pinto

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, revelou, esta terça-feira à noite, em Lamego, que o troço da linha ferroviária do Douro, entre Pocinho e Barca d’Alva vai ser reativado.



Outro objetivo é convencer Espanha a fazer o mesmo entre a fronteira com Portugal e Salamanca.

O troço da Linha do Douro, entre Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa, e Barca d’Alva, em Figueira de Castelo Rodrigo, está encerrada há mais de 30 anos.

A reabertura, sobretudo para fins turísticos, anda a ser reivindicada há décadas pelos autarcas da região e ganhou força nos últimos anos.

Esta terça-feira à noite, em Lamego, no encerramento da cerimónia comemorativa dos 20 anos do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa arrancou palmas com o anúncio de que a linha tem mesmo de ser reativada:

A ministra ainda sublinhou que é importante sensibilizar Espanha para que seja possível viajar de comboio entre o Porto e Salamanca:

A ministra da Coesão Territorial assumiu que pode não ser um trabalho fácil convencer os espanhóis, mas também frisou que quem anda na vida pública e política sabe bem como a navegabilidade do rio Douro também era, há uns anos, um sonho e hoje é uma realidade. 

A cerimónia evocativa dos 20 anos da atribuição ao Alto Douro Vinhateiro, pela UNESCO, do galardão do Património Mundial, serviu, essencialmente, para falar do presente, mas também para perspetivar o futuro, sem esquecer o passado.

Logo a abrir, o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, identificou algumas das debilidades da região:

Mas para o autarca anfitrião das comemorações nem tudo é mau:

Carlos Silva Santiago, presidente da Câmara de Sernancelhe e da Comunidade Intermunicipal do Douro, colocou a tónica no presente que a região gostaria de receber neste dia comemorativo dos 20 anos de Património Mundial: a reativação da linha do Douro, entre Pocinho e Barca d’Alva, entre outros:

Aproveitando a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, Carlos Silva Santiago, ainda destacou outras necessidades:

António Cunha, presidente da CCDR-Norte, a entidade que gere o Douro Património Mundial, disse que a reflexão, neste dia de aniversário da região duriense, desaconselha radicalismos e recomenda responsabilidade. Por isso preferiu dar destaque a alguns  factos que considera importantes:

António Cunha destacou ainda que até 2029, Portugal beneficiará de um volume extraordinário de financiamento ao seu desenvolvimento, o que pode contribuir para satisfazer algumas reivindicações dos autarcas:

Resta esperar, por novos investimentos estratégicos para melhorar as condições de vida dos durienses numa região que é Património Mundial, mas que, desde 2001 até 2021, perdeu 30 mil habitantes.

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