Prospeção de lítio volta a estar debaixo de fogo de autarquias e ambientalistas

Exploração de lítio é contestada pelas populações | Foto: Eduardo Pinto

Reacendeu-se a contestação ao lítio. Anteontem, a Direção Geral de Energia e Geologia colocou em consulta pública um relatório de avaliação ambiental preliminar para oito potenciais áreas do país.



Autarquias de concelhos abrangidos estranham o timing escolhido, já que os executivos ainda estão a ser reorganizados e não tomaram posse para novo mandato. A associação ambientalista Quercus rotula de “vergonha” o facto de o Governo insistir no Programa de Prospeção e Pesquisa de Lítio.

No relatório de avaliação ambiental preliminar foram analisadas oito áreas do Norte e Centro, que demonstraram potencial para integrar um concurso público internacional por indiciarem a presença relevante de lítio.
Algumas delas incluem concelhos dos distritos de Vila Real, Viseu e Guarda.

Os projetos das minas de lítio de Montalegre e Boticas não estão incluídos neste relatório, pois os processos já estão mais avançados.

No caso de Montalegre, encontra-se em fase de Avaliação de Impacte Ambiental. As populações de Morgade, Rebordelo e Carvalhais opõem-se à mina. Argumentam que vai ter consequências ambientais, na agricultura e na saúde.

Por Rádio Ansiães

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