Futuro da Sousacamp só vai ser conhecido dentro de um mês




Mais um mês para se saber o destino da Sousacamp, a maior empresa produtora de cogumelos do país.

Os credores voltaram a reunir-se, ontem à tarde, no tribunal de Vila Flor, mas ainda não houve decisões sobre o futuro do grupo que tem sede em Benlhevai, Vila Flor, e outras empresas em Vila Real e Paredes.

Até dia 13 de março, os credores terão de votar, por escrito, o plano de viabilização. 

Se não se alcançar um acordo dentro de um mês, o tribunal não homologa o plano de viabilização apresentado pela gestora de capital de risco CoReEquity, que pretende injetar 7,5 milhões de euros no grupo, mas em troca pede um perdão substancial dos cerca de 60 milhões de euros de dívida do grupo.

Segundo o administrador de insolvência, citado pela Lusa, já saíram por comum acordo mais de 20 trabalhadores da empresa de Paredes, mas o objetivo é reduzir mais 70.

O grupo já teve 450 colaboradores, atualmente são 430 e deverão ficar reduzidos a 370 no imediato para viabilizar a empresa.

Se não aceitarem sair por acordo, o administrador garantiu que haverá um despedimento coletivo.

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