Projeto da central da barragem do Tua dá prémio de arquitetura a Souto de Moura

Central (à esquerda) ficou enterrada e dissimulada na paisagem | Foto: Eduardo Pinto

O arquiteto Eduardo Souto Moura venceu o Prémio de Arquitetura do Douro com a obra da Central Hidroelétrica da barragem de Foz-Tua, que foi construída pela EDP entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.

O anúncio do prémio foi feito, em São João da Pesqueira, durante a cerimónia do 18.º aniversário da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO.

Eduardo Souto Moura, em jeito de agradecimento, explicou que projetar uma nova central enterrada não foi fácil:

Depois, Souto Moura admitiu que a polémica em torno da construção da barragem do Tua ajudou a complicar o projeto da central:

O arquiteto explica ainda como consegui dissimular a central da barragem do Tua na paisagem, para que não colidisse com o galardão de Património Mundial do Douro Vinhateiro:

Para o júri do Prémio de Arquitetura do Douro “foi decisiva e determinante a intervenção da arquitetura, enquanto metodologia disciplinar, na construção da Central Hidroelétrica do Tua, acima de tudo, por assegurar a manutenção do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade”.

Durante a cerimónia, foi também atribuída uma menção honrosa à dupla de arquitetos Susana Rosmaninho e Pedro Azevedo, com o projeto de arquitetura do Centro Interpretativo do Vale do Tua, que, segundo o júri, representa “um notável projeto de reabilitação, reutilização e valorização de icónicos armazéns devolutos ou abandonados”.

A outra menção honrosa foi para o arquiteto Francisco Vieira de Campos, com o projeto de arquitetura da Casa do Rio, unidade de alojamento turístico, em Vila Nova de Foz Côa, que pertence à Quinta do Vallado.

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