Autarcas exigem explicações ao Governo sobre obra parada na Linha do Douro

Imagem da Linha do Douro meramente ilustrativa | Foto: Eduardo Pinto


A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM-Douro) exigiu, esta terça-feira, em carta enviada ao ministro do Planeamento, explicações urgentes a propósito da “decisão incompreensível, prepotente e enganadora para com esta região” de cancelar o projeto de eletrificação da Linha do Douro, no troço entre Marco de Canaveses e Régua, tal como noticiou o Jornal de Notícias.

A obra foi anunciada em 2017 pelo então Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e, previsivelmente, deveria ficar concluída no final deste ano.

A CIM-Douro “não aceita que uma obra de tamanha importância para a região, do ponto de vista da mobilidade e da economia seja agora adiada sem que as Infraestruturas de Portugal e o Governo se tenham dignado dar qualquer explicação às autarquias, à CIM e à região”.

No comunicado enviado à nossa redação, a CIM-Douro “repudia igualmente que estes concelhos, as suas gentes e esta região tenham sido novamente usados para folhetins de propaganda política quando aqui vieram prometer a obra e a mesma é agora cancelada e o seu contrato revogado”.

Salienta ainda que “não se compreende como é possível que uma obra anunciada publicamente pelo Governo e abundantemente noticiada em todos os órgãos de comunicação, agora esteja a ser novamente notícia pelo seu cancelamento”.

E também não se percebe, sublinha, “como é possível um Governo interferir tão negativamente na estratégia da região do Douro”.

Isto porque, depois da garantia de que o troço da Linha do Douro entre o Marco de Canaveses e a Régua seria eletrificado, a CIM-Douro e os seus municípios foram unânimes em que a estratégia para a próxima década passaria pela “inclusão da Linha do Douro no Portugal 2030 e, concretamente, na ligação a Barca de Alva e a Espanha”.

Considerando que a Linha do Douro é “um recurso vital para a região”, a Comunidade Intermunicipal solicitou ao ministro do Planeamento o agendamento “urgente” de uma reunião, tendo em vista obter as explicações que nos são devidas.

Eduardo Pinto

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *