João Galamba apupado em protesto contra mina de lítio em Boticas

João Galamba deparou-se com o protesto da população de Covas do Barroso | Foto: DR


A guerra à exploração de lítio em Boticas e Montalegre ficou ontem ao rubro.

O secretário de Estado da Energia, João Galamba, visitou o Centro de Informação de Covas do Barroso, que explica o projeto mineiro previsto para aquela localidade botiquense, e foi confrontado com o protesto da população que não quer uma mina a céu aberto perto de casa.

“O Povo é quem manda, não és tu Galamba” gritaram dezenas de populares à passagem do secretário de Estado. “Não à Mina, Sim à Vida”, insistiram enquanto rodeavam o carro que o transportava.

Nélson Gomes, presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso, prometeu que a população está disposta a fazer tudo o que estiver ao seu alcance e que nunca vai desistir para evitar que a mina se instale:

A Associação Montalegre com Vida, com luta contra a instalação de uma mina de lítio em Morgade, também esteve solidária com este protesto em Covas do Barroso.

O dirigente Armando Pinto frisou que não se pode pôr em causa a qualidade de vida das pessoas que ali vivem:

Grupo da Associação Montalegre com Vida | Foto: DR

Aos jornalistas, João Galamba disse que estava à espera de poder falar com as pessoas em Covas do Barroso, mas devido ao protesto não foi possível explicar o que se pretende com a exploração de lítio:

João Galamba conseguiu falar com alguns populares perante a vigilância da GNR | Foto: DR

João Galamba explicou ainda que a extração de lítio não é diferente de uma pedreira de granito:

O secretário de Estado da Energia garantiu ainda que se o Estudo de Impacte Ambiental for negativo ou se as medidas compensatórias não puderem ser aplicadas não haverá mina.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, aproveitou a visita de João Galamba à zona da prospeção para lhe mostrar a paisagem degradada e dizer que não concorda com o argumento de que a exploração de lítio não traz prejuízo para as populações:

As populações do Barroso que poderão ser abrangidas pela exploração de lítio temem a contaminação de rios e ribeiras, albufeiras de abastecimento de água a domicílio, danos irreversíveis na agricultura, nas paisagens, no modo de vida e no potencial turístico.

Por Rádio Ansiães

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