Prisão preventiva para suposto homicida de Carrazeda

Abel Lopes à saída do Tribunal de Vila Flor, onde foi ouvido por uma juíza

Abel Lopes, 54 anos, principal suspeito da morte da mulher e de ferir gravemente o suposto amante desta, sexta-feira, em Samorinha, Carrazeda de Ansiães, foi ouvido no sábado por uma juíza no Tribunal de Vila Flor, que lhe decretou como medida de coação a prisão preventiva.

O presumível homicida de Maria Albertina Lopes, 44 anos, chegou ao tribunal cerca do meio dia, acompanhado por dois inspetores da Polícia Judiciária. Saiu pouco depois para a pausa de almoço e regressou às 14.30. Continuou a ser ouvido até cerca das 18 horas, tendo seguido depois para o Estabelecimento Prisional de Bragança, onde vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

Durante a manhã, familiares e amigos de Abel e Albertina, entre os quais os dois filhos do casal, de 18 e 22 anos, passaram pelo tribunal de Vila Flor, mas não se demoraram muito, até porque não lhes é permitido assistir ao interrogatório.

Este homicídio, ocorrido sexta-feira, pouco depois das 8 horas da manhã, tem contornos passionais. Desconfiado, Abel, trabalhador da construção civil, deixou a sua carrinha de caixa aberta no início da estrada de acesso ao Santuário da Senhora da Graça, perto da aldeia da Samorinha, e caminhou por entre o mato cerca de uma centena de metros, até dar com a mulher dentro de uma carrinha, acompanhada do suposto amante. 

Atacou o indivíduo à catanada ferindo-o gravemente, a seguir desferiu pelo menos oito facadas na mulher e ainda a atingiu com uma pedra na cabeça, provocando-lhe a morte, já perto da estrada que liga Carrazeda de Ansiães à aldeia de Samorinha. 

Albertina Lopes era membro do Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães


O suposto amante, de nome Paulo, natural de Alfarelos, Coimbra, com idade na casa dos 40 anos, foi transportado em ambulância para o Hospital de Vila Real onde permanece internado. É funcionário de uma empresa que está a executar obras de instalação de gás natural a domicílio em Carrazeda de Ansiães e frequentaria, há algum tempo, o restaurante onde Albertina trabalhava como cozinheira. 

A data do funeral está dependente da autopsia que só vai ser realizada esta segunda-feira no gabinete de medicina legal do hospital de Mirandela.

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