Viver numa pensão por não ter quarto para estudar em Vila Real

José Pinheiro discursa perante os colegas que participaram na manifestação | Foto: Eduardo Pinto


Panos brancos no chão a simular lençóis, almofadas, cerca de 200 estudantes deitados neles e a tarja “Uma academia sem teto”. Assim se fez a manifestação promovida pela Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD), ontem à tarde, em Vila Real.

Um protesto contra a escassez de alojamento e a subida de preços.

Nenhum dos manifestantes está a lidar com o problema de não ter teto. Mas representaram outros estudantes que estão a passar por dificuldades. José Pinheiro, presidente da AAUTAD, deu voz às preocupações de muitos jovens que se matricularam este ano na academia trasmontana e que, em vão, têm palmilhado a cidade em busca de um teto:

Este ano, a crise sentiu-se logo no primeiro dia de matrículas, salientou José Pinheiro:

Outro problema é o aumento dos preços dos quartos em Vila Real:

Inês Soares, caloira de Guimarães, teve dificuldade em arranjar quarto. A solução foi partilhar o de uma colega:

André Faria, Presidente do Núcleo de Estudantes de Engenharia Mecânica da UTAD, tem conhecimento de casos de colegas que não conseguem arranjar quarto para estudar em Vila Real e dá um exemplo:

José Pinheiro, presidente da AAUTAD, realçou que os alunos querem ser parte da solução e elaboraram um manifesto com várias medidas. Reclamam o aumento do número de camas [atualmente há 535] nas residências universitárias da cidade, investimento direto nas universidades e que não se fique apenas pelos grandes centros urbanos, como Porto e Lisboa.

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