Maçãs, uvas e azeitonas geram 21 milhões em Carrazeda

A Frucar é a empresa que comercializa a maior parte da maçã de Carrazeda | Eduardo Pinto

O negócio da maçã em Carrazeda de Ansiães poderá atingir, este ano, à volta dos “seis milhões de euros”, de acordo com as expetativas do presidente da Câmara Municipal, João Gonçalves. A produção deverá situar-se “entre as 25 mil e as 30 mil toneladas”.

A colheita de uvas, quer para vindo do Porto, quer para vinho de mesa, deverá render aos agricultores do concelho “à volta de 13 milhões de euros”. O azeite “pode atingir dois milhões de euros”, salienta o autarca, que vê no somatório destes números, “valores muito importantes para a economia local”, num concelho com menos de seis mil habitantes.           

O setor da maçã tem ainda grande potencial de crescimento. Não só porque os produtores “ainda têm idades bastante baixas”, mas porque se vier a ser concretizado o projeto de construção de uma barragem e de uma rede de regadio, o potencial será ainda maior.

Lembrando que os governantes falam frequentemente na necessidade de criar condições para estancar o despovoamento do interior do país, João Gonçalves refere que “esta é uma forma prática de ajudarem a fixar pessoas na região”.

O lugar da Veiga foi já sinalizado como sendo a melhor localização para a barragem. Agora falta “concretizar uma panóplia de estudos” que, no futuro, possam possibilitar “responder a avisos para obter apoio comunitário”. Tão importante como isso, é “continuar a sensibilizar o Governo para a importância deste tipo de infraestruturas”. Não só para “reforçar de água as charcas já existentes”, como para “proporcionar regadio a outros agricultores”.

A empresa Campo D’Água, que fez o estudo para o plano de regadio, prevê que se possa fazer uma barragem com 12 metros de altura e capacidade para armazenar três milhões de metros cúbicos de água (o triplo da Fonteloga, que fornece água a domicílio) e para regar cerca de 700 hectares.

Além da rega, a Câmara tentou, sem sucesso, mobilizar os agricultores para a constituição de uma organização de produtores no concelho, que poderia ajudar a “valorizar os seus produtos e aumentar as receitas”.

João Gonçalves nota que “a experiência não resultou na totalidade”, embora admita que “houve algum interesse”. Apesar de tudo, “estamos disponíveis para retomar este ou outro processo, caso haja vontade por parte deles”.

Eduardo Pinto

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