Sem garantias Sousacamp continua com futuro incerto

Foto: Eduardo Pinto

Por falta de garantias financeiras, os credores reprovaram a proposta para a compra da Sousacamp, líder do mercado nacional na produção de cogumelos frescos, com sede em Benlhevai, Vila Flor.

Terminou esta quarta-feira o prazo para a apresentação das garantias prometidas por dois empresários, um espanhol e outro belga. Uma vez que não chegaram, os credores, o maior dos quais o Novo Banco, rejeitaram a proposta de recuperação.

O administrador judicial do processo de insolvência, Bruno Costa Pereira, citado pela agência Lusa, explicou que a empresa segue para liquidação, mas vai continuar a laborar normalmente. Apesar da insolvência e das dívidas de 60 milhões de euros, sobretudo à banca, o grupo tem os impostos e os salários dos cerca de 500 trabalhadores em dia.

O responsável reiterou que a via da liquidação “não significa fechar a empresa” e garantiu que “já estão identificados um conjunto de investidores que têm manifestado interesse” e com os quais vai iniciar imediatamente contactos.

O administrador judicial definiu como meta o final do ano para apresentar uma proposta que pode passar pela venda do estabelecimento ou pedir nova assembleia de credores para votar novo plano de recuperação proposto por novos interessados. “Não vamos começar do zero, a insolvência também permitiu dar visibilidade ao grupo”.

A advogada de um grupo de trabalhadoras da empresa, Sandra Fernandes, afirmou à Lusa que “há uma preocupação muito grande por parte das trabalhadoras”. Porém, disse que estão convictos de que há outros interessados, mas são processos que demoram algum tempo e o tempo é muito importante. As trabalhadoras temem que a imagem da empresa fique fragilizada e que haja quebra de confiança do mercado, prejudicando o futuro da produção.

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