CP garante que comboios turísticos não vão acabar

Comboio Histórico do Douro só vai circular ao sábado em 2019 | Foto: Eduardo Pinto

O presidente da CP, Carlos Nogueira, garante que os comboios turísticos, no Douro, não vão acabar. No entanto, têm de ser reajustados em função da taxa de ocupação e da rendibilidade do produto.

O comboio histórico só vai circular ao sábado, este ano, porque, de acordo com Carlos Nogueira, foi preciso olhar para “as taxas de ocupação” e para a “falta de rendibilidade”. Por isso, “mantém-se a oferta, mas de forma redimensionada”.

De acordo com o responsável, houve uma “queda acentuada” do número de clientes de 2017 para 2018, ano em que as viagens entre a Régua e Foz-Tua (Carrazeda de Ansiães) também se fizeram ao domingo. De 10.100 passou para 6.190 clientes.

Sublinhando que os projetos de turismo ferroviário têm de ser delineados e geridos de uma forma muito criteriosa, o responsável da CP explica ainda que o comboio Miradouro foi uma “solução encontrada para reforçar a oferta regional e interregional na linha do Douro”

Ora, como, de acordo com Carlos Nogueira, já existe “material circulante para guarnecer a via”, a oferta foi “ampliada”.

Recentemente, a Comunidade Intermunicipal do Douro classificou como “escandaloso” o fim do comboio turístico Miradouro e a diminuição das viagens do comboio histórico.

Para tentar reverter as decisões pediu reuniões urgentes à CP e ao Ministério das Infraestruturas.

A CIM-Douro considera infundados argumentos como “falta de rentabilidade da linha” e “desajustamento” dos comboios turísticos ao Douro. Sublinha que a região tem registado “aumentos extraordinários na procura turística”, decorrentes dos “4,3 milhões de turistas que anualmente visitam o Norte de Portugal”.

A Comunidade, que representa 19 municípios do Douro, lamenta que, mais uma vez, “o interior de Portugal tenha de lutar pela continuidade de serviços essenciais à sua economia e à economia do país”.

Realça que “a lógica do custo é sempre tida em conta no interior, ao invés do que sucede no litoral, onde os prejuízos são sempre compensados com o Orçamento de Estado”.

Daí que considere “não ser admissível” que a CP, ou qualquer outra empresa pública, promova “retrocessos turísticos e económicos, cause prejuízos à promoção deste destino, reduza ofertas ou interfira na estratégia de uma região que representa mais de 200 mil habitantes”.

Por Rádio Ansiães / Lusa

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