Governo apoia com um milhão a guerra à vespa asiática


Municípios na linha da frente do combate à principal inimiga das abelhas produtoras de mel
Foto: Eduardo Pinto

O Governo vai apoiar os municípios portugueses no combate à vespa velutina, também conhecida como vespa asiática, principal inimiga da abelha melífera e de outros insetos polinizadores.

Para o efeito reservou um milhão de euros para a campanha de destruição de ninhos em 2019.

O Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, admite que o plano de combate à vespa asiática executado até agora “não tem sido suficiente para travar a sua expansão impressionante, apesar de ter havido uma redução do número de ninhos”.

Por essa razão, o Governo decidiu “reforçar a estratégia de combate” e disponibilizar “ajuda financeira para que se possa erradicar tão rápida e amplamente quanto possível”.

A presença desta espécie de vespa foi confirmada em Portugal em 2011 e desde então tem vindo a espalhar-se pelo território nacional. Segundo a plataforma SOS Vespa, a zona do grande Porto é a mais afetada, mas todos os distritos da faixa litoral do continente, desde Viana do Castelo até Leiria têm sinalizadas centenas de ninhos de vespa asiática.

O inseto que não tem predadores tem vindo a alastrar a territórios do interior, com destaque para o distrito de Viseu, mas também aos de Vila Real, Guarda, Castelo Branco e Santarém. Em Bragança e Portalegre a presença de ninhos é ainda residual e no restante território resume-se, praticamente, a alguns avistamentos.

Capoulas Santos adiantou que a vespa asiática é “um problema muito sério”, pois tem “grande impacto negativo nas abelhas melíferas”. “É uma praga que se alimenta delas e se não a controlarmos corremos o risco de reduzir as produtoras do mel fantástico que temos e, pior que isso, pôr em causa a função polinizadora das abelhas, que é fundamental para a agricultura e, até, para a nossa sobrevivência”, acrescentou. Devido à diminuição da quantidade de insetos polinizadores também pode causar problemas na sustentabilidade dos ecossistemas.

O apoio financeiro é concedido aos municípios em regime forfetário, sob a forma de subsídio não reembolsável. São 25 euros por ninho primário e de 100 euros por ninho definitivo ou secundário, nos termos a definir no concurso.

O valor máximo a atribuir por cada candidatura é de 10 mil euros. Poderá ocorrer uma atualização de valor do apoio por deficiente previsão ou aumento inesperado de ocorrências, desde que exista verba para o efeito.

Por Eduardo Pinto

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *